Alquimia do Grau Três

03 de Fevereiro 2017

A ALQUIMIA DO GRAU 3

Em nossa Maçonaria temos por base de estudos nossos símbolos e alegorias que podem ser interpretados por diferentes maneiras, após passarmos para o Grau de Mestre Maçom, ou seja, no grau da plenitude maçônica podemos ver que a tradição dos símbolos é, também, uma ciência viva. 

Ela permite, a aquele que a possui, adaptar seus conhecimentos ás necessidades de seus irmãos, só erguer uma sociedade que naufraga, amparar e reanimar um coração sem coragem e projetar a luz até onde ás próprias trevas parecem ter seu domínio absoluto.

A Maçonaria é uma herdeira de antigas tradições que estuda seus símbolos e com isso temos nossa história simbólica a ser desvendada.

Podemos começar pelo Painel de nossa Loja revendo alguns instrumentos que conhecemos bem, como a Régua, o Esquadro e o Malho. E que foram usados indevidamente por Jubelas, Jubelos e Jubelum na, morte de nosso saudoso Mestre Hiram que apesar de ser simbólica, nos reflete a pura tradição maçônica isto é a virtude e a sabedoria.

Os nossos ornamentos são o Pórtico, a Lâmpada Mística e o Pavimento Mosaico.

O Pórtico: que é a entrada para o Sanctus Sanctorum, local esse onde eram enterrados os sumo sacerdotes. que também nos é uma recordação de nossos deveres morais, pois antes de transpô-lo, para chegarmos ao grau de mestre devemos adornar e fortalecer nosso caráter a fim de compreender os mistério a serem recebidos na Câmara do Meio. 

A Lâmpada Mística: que ilumina o pórtico e simboliza irradiação divina cuja luz penetra os nossos mais íntimos pensamentos e sem a qual tudo voltaria as mais densas trevas.

O Pavimento Mosaico: que é o local por onde caminha o sumo sacerdote, representa o mundo, com suas dificuldades e contrastes, cujo caminho percorremos com intermitência de sombra e de luz, de alegria e tristeza, de felicidade e desdita.

A Caveira e as Tíbias Cruzadas são emblema de mortalidade e aludem à morte do Mestre, é também uma lição sobre a fragilidade das coisas terrenas e sobre a vida efêmera do mundo físico. O´´x´´ formado pelas tíbias assemelha em seu formato, a uma das variações da cruz , chamada de Cruz de Santo André.

Se por um lado, o Crânio simboliza a morte física, os Fêmures no formato da Cruz de Santo André, representam a vida e a perfeição. Simboliza ainda a igualdade, pois recorda que todo homem é igual em seu invólucro externo.
Este símbolo convida-nos finalmente, a refletir sobre o que nos ensina o trecho do Livro da Lei recitado no Grau - 03.
Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos o qual venhas a dizer:
Não tenho neles contentamento; e o Pó volte a terra, como o era, e o Espírito volte a Deus que o deu.

Os utensílios do M\M\são: O Cordel, o Lápis e o Compasso.

O Cordel: serve para marcar todos os ângulos do edifício, fazendo-os iguais e retos para que os alicerces possam suportar a estrutura; nos indica ainda a linha de conduta, sem falhas, baseada nas verdades contidas no Livro da Lei.

O Lápis: que o arquiteto hábil desdenha a elevação e traça os diversos planos para a construção e orientação dos obreiros; e nos adverte que nossos, atos, palavras são observados pelo todo poderoso, a quem devemos contas de nosso poder nesta vida.

E o Compasso: que serve para determinar com certeza e precisão os limites e as diversas partes da construção; nos recorda sua justiça imparcial e infalível, mostrando-nos que é necessário distinguirmos o bem do mal, a justiça da iniquidade, a fim de ficarmos em condições de, como um compasso simbólico, apreciar e medir, com justo valor, todos os atos que tivermos de praticar.

Conhecemos o significado da Acácia que é o símbolo de uma vida indestrutível e representa a sobrevivência de energias, que a morte não pode destruir.

Conhecemos ainda a Câmara do Meio que é onde aqueles que depois de estudarem e meditarem profundamente compreendem os mistérios da natureza.

O assassinato de nosso Mestre Hiram Abiff, por três maus companheiros que apesar de ser simbólico, nos inspira e nos demonstra a pura tradição maçônica, isto é a virtude e a sabedoria, postas constantemente em perigo pela ignorância, pelo fanatismo e pela ambição.seu túmulo tem as seguintes dimensões três pés de largura, cinco de profundidade e sete de comprimento, esses números, correspondem aos números sagrados propostos a meditação dos AAp\CComp\e MM\O túmulo de Hiram encerra o segredo da grande iniciação que só é desvendado pelos pensadores capazes de conciliar os antagonismos pelo ternário de conceber a quintessência dizimada pelas exterioridades sensíveis de aplicar a lei do setenário ao domínio da realização. 

A Palavra Perdida: que se tornou a chave do segredo maçônico, ou melhor, é a compreensão daquilo que permanece ininteligível aos profanos e aos iniciados imperfeitos. Essa é a palavra vivificadora, é o verbo criador que o homem perdeu desde o pecado original, isto é desde o momento em que começou a alimentar-se com os frutos indicados pela sua mente objetiva; resumindo a Pal.’. Perdida é aquela que somente sai da boca de Deus. O homem deus, que pode emitir aquela milagrosa palavra, é aquele que venceu o vício com a virtude, o erro com a verdade, e o egoísmo com o amor e o sacrifício. 

Essa palavra Moabom: tão pouco se tem podido decifrar o significado dessa palavra, porém, segundo a magia do verbo significa:
a carne se desprende dos ossos. 

A morte iniciática da matéria engendra o filho ou o que equivale a aquele que morre para as atrações materiais, converte-se em filho amado´. 
Essa palavra só se é pronunciada através dos cinco pontos da perfeição, ou seja, os cinco pontos perfeitos do Mestrado que são:
Pé contra Pé, Joelho contra Joelho, Peito contra Peito, Mãos Direita unidas em forma de Garra; Mão Esquerda sobre o Ombro Direito. 

A aproximação dos pés perfeitos indica, que os Mestres não hesitam em correr em socorro de seus IIr\ Os joelhos que se tocam, são promessas de intercessão em caso de necessidade, os peitos unem-se em sinal de que abrigam as mesmas verdades e que seus corações batem em uníssono, animados dos mesmos sentimentos; a mão direita em garra indica a união indissolúvel que os liga, mesmo em meio das maiores vicissitudes; e a mão esquerda sobre o ombro direito simboliza que se ampararão mutuamente numa possível queda.

Assim como os CComp\ os Mestres também tem sua palavra de passe que é Tubalcaim : que a Bíblia assim denomina trabalhadores de pedra, que colaboraram com os Maçons de Salomão e com os de Hiram, Rei de Tiro, na construção do Templo de Jerusalém.

A idade do Mestre Maçom é sete anos e mais, pois pertence ao Mestre o estudo detalhado do setenário, é o número mais sagrado porque contém a trindade e o quaternário e representa o poder divino em toda sua plenitude ; no setenário encontramos o eu sou atuando e ajudado por todos os elementos.

Esse número nasce do seis pela unidade central dos dois triângulos entrelaçados, conhecidos por signo de Salomão ou estrela microscópica (flamejante). 

Os Mestres viajam do Or\para o Oc\e do S\para o N\para espalharem a luz e reunirem o que está disperso. Ou seja, para ensinarem o que sabem e aprenderem o que ignoram, concorrendo, por toda parte, para que reinem a harmonia e a fraternidade entre os homens. 

Os mistérios do número sete:

Como bem sabemos a idade do Mestre Maçom que é sete equivale ao desenvolvimento dos sete centros magnéticos, chamados as sete igrejas regidas pelos sete Anjos do Senhor.
Para justificar sua idade iniciática, o Mestre não pode ignorar as explicações que os antigos davam sobre as propriedades dos números. 
Com o sete, o iniciado domina as duas forças da alma e do mundo, afirma-se em sua trindade, reina sobre os quatro elementos, coroa-se com o pentagrama, equilibra-se com os dois triângulos, o numero seis, e por último, faz a função de Deus criador com o numero sete. 

O Segundo Grau o conduz ao liminar do setenário, fazendo-o subir os sete degraus do templo.compete-lhe agora, partindo do sete, percorrer toda a série de números superiores. 

Os filósofos herméticos distinguiram sete influências distintas, que se manifestam em todo ser organizado, quer se trate do macrocosmo (mundo celeste, ou mundos grandes), quer do microcosmo (mundo terrestre ou mundo pequeno) representado pelo indivíduo humano, vegetal ou mineral.

A trindade setenária: que é representada simbolicamente por três anéis entrelaçados, onde se encontra o setenário; destinada a guiar os aspirantes ao verdadeiro mestrado intelectual.

Este setenário assim esboçado encontra-se até nos sete pecados capitais cuja distinção se funda em dados iniciáticos; se fosse suprimido um só desses pecados capitais, o equilíbrio do mundo material romper-se-ia. Nada demonstra melhor a importância do setenário, tal como concebem os iniciados.

Pode o homem ser iniciado, várias vezes, porém, se não for aprovado pela inteligência solar interna e se não adquirir a grande consciência, para sempre inúteis serão as suas iniciações; enquanto o eu sou não se puder manifestar dentro de seu sistema central, composto dos centros, nunca poderemos chegar á suprema verdade.

A octanada solar: o número oito encontra-se no emblema babilônico do sol; o sol era considerado, pelos antigos, como um dos agentes coordenadores do mundo, mas se lhe atribuía, por outro lado, uma influência permanente, essencialmente reguladora.
é ele que assegura a ordem das estações, sucessão regular do dia e da noite, de modo que, por extensão, todo o funcionamento normal fosse considerado como obra sua.

O Deus luz tem horror á desordem, que reprime por toda parte; é por isso que ele favorece o raciocínio lúcido, que coordena as idéias segundo as leis de uma lógica sã.

Quando o iniciado desenvolve os sete centro magnéticos pela ascensão da energia criadora significa que ele está pronto para a libertação que conduz á divindade no estado de potência,baseado no sacrifício que é um novo sistema, composto de oito faculdades, para tornar efetiva sua divindade ou potência do amor. 

Pesquisa:  José Humbero Oliveira .'.MM.'. 
Editora : Pensamento.